Admirável mundo novo no blog não? Decidi deixar a preguiça de lado e tirar a poeira do Photoshop 7 (para você ver o quão desatualizado estou) e do 3D Studio Max para fazer um topo mais agradável aos olhos. Aproveitei e mudei pormenores do tema, nada por demais radical pois uma vez preguiçoso, sempre preguiçoso.
Admirável Mundo Novo... Curiosamente já me apropriei desse termo tantas vezes e nunca sequer cheguei a ler o livro. Não tenho muito interesse em livros cujo tema é o futuro. Engraçado que alguns de meus filmes favoritos são sobre o futuro. Influência dos efeitos especiais? Acredito que não pois alguns são antigos e a CG (computação gráfica) encontrava-se ainda como um recém-nascido, sem saber falar e andar (nesse caso, sem possuir a capacidade que hoje possuem de levar pessoas a gastarem dinheiro para verem roteiros furados e atuações questionáveis).
Livros do futuro podem nunca ter me interessado, mas quando tinha meus 13 anos, meu pai comprou-me o livro "Escuta Charlie Brown! Sobre o Privilégio de ser Tímido" pois eu era tímido e ainda sou, apesar de Goethe ter feito algumas mudanças nos rumos de minha vida com uma citação a cujo signifcado levo para todos os cantos e sempre reflito: ""Toda uma corrente de acontecimentos brota da decisão, fazendo surgir a nosso favor toda a sorte de incidentes, encontros e assistência material que nenhum homem sonharia que viesse em sua direção. Qualquer coisa que possa fazer, ou sonhe que possa fazer, comece a fazê-la agora. A ousadia tem em si genialidade, força e magia." Posso atestar de sua veracidade, poucas vezes li algo tão certo.
Sexta eu voltei a ler esse livro rapidamente pois estava sem eletricidade em casa e eu precisava esperar minha mãe, e em cerca de 1h já tinha lido suas 70 páginas. Essa obra do Sérgio Coelho tem um tom de conversa informal e leve, apesar de que na época outro presente provávelmente conquistaria mais de minha atenção :P. O final do livro possui 3 resumos de histórias de autores consagrados. Uma peça, um conto e...esqueci o outro huahua se não estou enganado, era um poema do Baudelaire que fazia uma metáfora entre a ave Albatroz e o poeta. O conto era de Isaac Asimov, outro escritor que nunca tinha lido uma página sequer. Chamava-se "A Profissão" e era ambientado em um universo futurístico. Dos 3, foi o que mais me agradou apesar de ser previsível, tive uma certa identificação e foi deveras interessante ler.
A essência da história era de que os humanos estavam espalhados por diversos mundos e existia uma Olímpiada entre profissionais e como prêmio, era possível obter um emprego em mundos melhores. As pessoas não mais precisavam de livros ou escolas (sorte a deles não ter de estudar biologia obrigatoriamente :P) já que em determinado dia, máquinas vasculhavam a pessoa em busca de identificar sua maior aptidão e depois, passavam todas as informações necessárias para exercer o ofício. O protagonista sonhava na ida para o melhor mundo, mas no dia da Escolha de profissão, as máquinas não conseguiram decidir e fiscais o levaram para um mundo que acreditava-se ser apenas para deficientes mentais. O final obviamente não contarei. Caso alguém tenha interesse, encontrei uma transcrição completa da obra disponível na internet em inglês no link: http://www.abelard.org/asimov.php
Mudando completamente de assunto, falemos de pizza! Pizza, deliciosa e gordurosa! Esforço ínutil tentar não amá-la! Por que diabos estou falando de algo assim? A explicação é simples como muitas tramas novelescas, o destino assim decidiu (na forma de uma sugestão aleatória :P). Não seria possível contar no dedo o punhado de obras em que as respostas para tudo é o destino. Conveniente não?
Apesar da fácil explicação, dificil encontrar palavras e algo a dizer. O jeito mais simples é iniciar alfinetando uma querida amiga anônima que pediu para não ser identificada :P. Em seu depoimento ela afirmou ser incapaz de passar uma semana sem comer ao menos uma vez pizza.
Para aumentar as provas acerca do poder de sedução "Pizzaiano", devo dizer que essa semana viciei-me em pizza. Em 3 dias seguidos, meu jantar foi rodízio de pizza. Nossa, como é bom ser esquelético :D
Eu não entendo como até hoje, com tantas sociedades anônimas (e viva a privacidade na época do Big Brother, o mundo definitivamente é irônico), ainda não houve alguém com a a brilhante idéia de fundar os "Viciados em Pizza anônimos". Definitivamente ia ser um sucesso, não concordam? Em questão de meses a Globo, atenta aos filões do mercado dos viciados e buscando em contrapartida adquirir uma imagem de emissora consciente, exibiria em horário nobre uma novela com uma personagem viciada em pizza que tentaria lutar contra tamanho vício. Provavelmente também teria um tsunami de produtos para largar o vício (coitado, o vício ia virar emo): adesivos anti-pizza, pastilhas com sabor de pizza, psicólogos especializados em problemas pizzícos (sacou o trocadilho :P?) e tantas outras soluções idealizadas pelos geniais cérebros espalhados mundo afora.
As pizzarias buscariam melhorar a imagem, criar sotisficadas propagandas e processar tudo e todos. Alguns jovens, repletos de problemas (como ninguém se importar para com eles, pais por demais ocupados etc etc etc) iam tentar obter atenção comendo pizzas adoidados para assim sentirem-se notados.
Pessoas viciadas iriam poder usar o vício como desculpa por atos falhos, para lograr o perdão dos outros e de si mesmo(a consciência é o pior dos juízes para se ter em um tribunal pessoal) . Seria até um pouco conveniente, a vida é ruim, uma mordida então para pelo menos aliviar os problemas, afinal, endorfina é a solução. Quando os problemas causados por uso exagerado de garfadas viessem à tona, então a vida se tornaria pior (afinal, obesos eram padrão de beleza de um passado tão tão distante e o marcante do Século XXI é o senso de estética e doenças cardiovasculares) e como resultado, assim como Mickey e Pluto, problemas viriam acompanhados de mais garfadas.
Felicidade é saber que sempre há o lado bom da vida, o mundo seria tão melhor para tanta gente com víciados em pizza assumidos. O leite das crianças dos cirurgiões plásticos não iria faltar, lipos seriam para os adultos como a Viagem para Disney é para os jovens. Publicitários também viriam a ganhar seus trocos a mais com propagandas bem boladas (ou apelativas) para pizzarias. Modelos em seus corpos super sensuais e inalcansáveis para viciados apareceriam nessas novas propagandas, faturando também um pouco desse filão. A televisão teria assunto para falar pois todo motivo de infelicidade para alguém sempre gera notícia (quantas semanas não tivemos de reportagens sensasionalistas sobre o caso do rapaz que sequestrou a ex-namorada e a matou). As editoras iriam faturar com livros e revistas sobre o assunto. Pesquisadores faturariam com pesquisas encomendadas por pizzarias buscando uma melhora em suas imagens. Donos de restaurantes de massas perderiam um pouco a clientela mas ganhariam uma nova com covardes suicidas que ao ouvirem todos os males gerados pela pizza iam aos poucos se matando, com prazer claro. Hospitais teriam muitas cirurgias para realizar desentupindo artérias e obtendo assim mais recursos. Advogados trabalhariam em casos de viciados X pizzaiolos, pizzarias X mídia. E até mesmo os viciados viriam a usufruir pois estes teriam prazer proporcionado pela massinha, mesmo que trocando por sua saúde (aprendi que existe uma lei bem simples regindo o universo: para se obter algo, sacrifique outra coisa). Quem sai prejudicado? Pense e reflita pois cansei de escrever hauah
Nossa, como pizza tornou-se tão desagradável? Ou melhor dizendo, como transformei pizza em desculpa para falar sobre os vícios e lucros? Sim, pois certamente apesar de extremamente saborosa, acredito ser díficil possuir um vício de pizza, já que acima de tudo, é um alimento pesado que dificulta a ingestão. Engraçado que se trocar todos os termos envolvendo pizza por termos relacionados a cigarros, bebidas, -coloque aqui qualquer outro vício que você conheça- a situação transforma-se em familiar. Vou saborear hoje a noite uma pizza de calabresa extremamente apetitosa sem o menor receio :P.
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Um comentário:
nem li
ass:mefistofeles
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